Sunday, 13 January 2019

Deep work - Cal Newport



Notas de leitura

  • Existe uma enorme oportunidade neste momento para os poucos que conseguem fazer "deep work" vs os que apenas fazem "shallow work"
  • A rápida evolução tecnológica faz com que tenhamos que aprender frequentemente novas competências, que provavelmente até serão inúteis em menos de 10 anos. Essa rápida aprendizagem requer ela mesmo uma competência que é a capacidade de "deep work"
  • O "deep work" arrisca tornar-se como o maior super poder do século 21, ou seja, e essa é a grande hipótese do livro: a capacidade de "deep work" está a tornar-se cada vez mais importante e simultaneamente cada vez mais rara. Portanto os poucos que têm essa capacidade estão condenados ao sucesso.
  • Há 3 tipos de pessoas que saem vencedores neste período de rápida evolução tecnológica: aqueles que são capazes de trabalhar bem com máquinas inteligentes, aqueles que são os melhores no que fazem, e aqueles que têm acesso ao capital.
  • Lei da produtividade: Produção de Trabalho de Alta Qualidade = (Tempo empregue) x (Intensidade do Foco). Isto significa que maximizar a intensidade permite maximizar o output por hora trabalhada.
  • Um dos problemas do multitasking é que quando passamos de uma tarefa para a outra, uma parte da nossa mente ainda está focada na tarefa anterior durante algum tempo (cria um "resíduo"). Isto ajuda a explicar a Lei da produtividade: ao concentrar-se durante um período longo numa única tarefa, é possível minimizar o efeito do "resíduo" de atenção.
  • Porquê que as pessoas persistem em agir num ambiente de conectividade e reatividade total? Porque é o mais fácil (principle of least resistance) e porque não se pode medir o desperdício causado por este comportamento (metric black hole). Outra explicação: na ausência de um indicador que possa efectivamente medir a sua produtividade, os trabalhadores do conhecimento fazem muitas coisas de modo visível para se convencerem a si próprios e aos outros que estão a fazer o seu trabalho bem feito
  • A nossa percepção do mundo é essencialmente feita daquilo a que nós prestamos atenção, e por isso quando se dedica bastante tempo ao deep work, o nosso mundo terá mais significado e importância, em vez de ser um conjunto de detalhes mais desagradáveis que muitas vezes nem sequer têm importância.
  • Alguns estudos demonstraram que as pessoas tendem a tirar mais prazer de actividades que puxam até ao limite a exigência a nível físico ou mental num esforço voluntário para atingir algo difícil e valioso.
  • Uma das estratégias para conseguir ter períodos de concentração suficiente para produzir "deep work" é estabelecer uma rotina diária em que uma determinada hora e local é dedicada a ele, em vez de decidir espontaneamente a meio de um momento de diversão ou de actividades mais ligeiras virar para um trabalho que requer concentração.
  • A filosofia bimodal do "deep work" consiste em acreditar que a melhor forma é dividir o seu tempo entre períodos de "deep work" e  períodos de "shallow work", aconselhando a que a duração mínima de cada período seja de um dia. Já a filosofia rítmica defende períodos relativamente mais curtos de forma diária e rotineira.
  • Uma estratégia possível para criar as condições necessárias para atingir elevados níveis de concentração é a dos "grandes gestos". Quebrar a rotina de forma drástica como por exemplo ir uma semana para um quarto de hotel para escrever um capítulo de um livro. A mudança drástica cria uma importância para o momento que estimula a motivação e a concentração.
  • É também importante identificar uns poucos objectivos importantes a atingir com o deep work e deixar de lado o acessório, pois isso garante maior foco e motivação.
  • Medir o sucesso é fundamental. Tanto os de output como os de input (por exemplo nr. de horas dedicadas ao deep work por semana). Além disso, é importante criar uma cadência de controlo de resultados.
  • Prática da meditação produtiva: por exemplo durante uma caminhada diária para o trabalho focalizar-se num determinado problema no trabalho, não tanto pelos resultados mas pelo processo. Exemplo, dar uma volta a uma fábrica a pensar sobre um assunto.
  • Uma estratégia possível para evitar o excesso de internet e redes sociais é considerá-las como ferramentas, e avaliar o seu uso não usando uma lógica de "aceito qualquer ferramenta que me traga qualquer benefício ínfimo adicional ou cujo não uso me faça sentir que estou a perder algo" mas sim numa lógica de cálculo de balanço de ganhos e perdas no longo prazo.
  • Com o mesmo objectivo, adotar a lei dos "vital few", que nos diz que 80 por cento da nossa realização pessoal provém de 20 por cento das nossas actividades, e por isso devemos focar-nos em actividades mais benefício intensivas e não em actividades de baixo impacto como as redes sociais. Outra forma de evitar hobbies fúteis como as redes sociais é planear com antecedência o que fazer nos tempos livres. Por exemplo, estabelecer um serão de leitura.
  • O autor defende também um planeamento de cada dia de trabalho com blocos de horas dedicados a cada tarefa, para permitir um olhar crítico sobre o uso do tempo.
  • Como classificar uma tarefa de "shallow" ou "deep"? Respondendo à seguinte pergunta: quantos meses de formação necessitaria um recém licenciado para substituí-lo na execução da tarefa?
O que gostei mais
Dos exemplos e casos concretos que o livro expõe para ajudar o leitor a compreender os conceitos. Muitas ideias são de facto aplicáveis na vida real, e o conceito básico do livro é realmente disruptivo.

O que gostei menos
Demasiados exemplos são inspirados no mundo académico a que pertence o autor.

Nota
8



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