Notas de Leitura
- De acordo com o autor, há 5 coisas importantes quando se inicia qualquer projecto:
- Fazer Sentido: criar um produto ou serviço que torna o mundo melhor. Tornar o mundo um sítio melhor, aumentar a qualidade de vida, corrigir um mal terrível ou prevenir o fim de algo bom são objectivos que dão uma vantagem tremenda no processo de criar algo, por que fazer sentido é a força de motivação mais potente que existe. Não dá garantia nenhuma de sucesso, mas garante que no caso de falhar, pelo menos foi a tentar construir algo com significado. Um teste à questão de fazer sentido ou não é completar a frase seguinte: "Se a minha organização não existisse, o mundo seria pior porque: ..."
- Criar um mantra, ou seja um slogan muito curto que descreva o que a organização pretende fazer.
- Fazer fazendo. Planear é bom, mas o mais difícil e importante é fazer e ir corrigindo e ajustando iterativamente.
- Definir um modelo de negócios, ou seja fazer com que seja viável economicamente manter o negócio.
- Estabelecer um sistema MAT (Milestones, Assumptions, Tasks). As principais milestones de qualquer startup são: 1. demonstrar o conceito. 2. completar as especificações do design 3. completar um protótipo 4. Reunir capital 5. Fornecer uma versão testável aos clientes 6. Fornecer a versão final aos clientes 7. atingir o break-even. As assumptions são um conjunto de pressupostos que serão testados nos vários milestones (por exemplo, base de mercado, margem bruta, taxa de conversão dos potenciais clientes, etc.). As tasks são as tarefas necessárias para construir a organização e erguer o projecto.
- O bom pitching é aquele em que explicamos à audiência o que fazemos no primeiro minuto. Muito importante dar exemplos quando explicamos o que fazemos.. Usar a regra 10 / 20 / 30 (10 slides, 20 minutos, tamanho de letra 30)
- Numa interessante analogia com o filme Matrix, o autor defende que todas as organizações devem fazer uma escolha: tomar o comprimido azul (fantasia) ou o vermelho (realidade). Da mesma forma, todas devem ter o seu Morpheus, a pessoa que entrega e recorda a realidade à organização e ao CEO. Tipicamente, o Morpheus tem um perfil de CFO, que contrabalanceia com o perfil do CEO. Como é que se verifica se a pessoa tem perfil de Morpheus? Simples, tem de ser uma pessoa que já teve de despedir alguém. Evitar perfis de consultores, auditores, ou analistas porque é sempre mais fácil aconselhar do que fazer.
- Quando se recruta alguém, é necessário tentar recrutar pessoas que são melhores naquilo que fazem do que eu. E também dramatizar as expectativas e verificar se a pessoa está disposta a trabalhar com poucos meios, num ambiente de startup.
- Há 2 abordagens possíveis no recrutamento:
- encontrar pessoas que não têm fraquezas maiores a apontar mas também não têm forças de maior.
- encontrar pessoas que têm major strengths mas também major weaknesses.
- As entrevistas devem ser conduzidas com um guião pré determinado com o objectivo de obter as informações necessárias sobre a atitude, personalidade, conhecimento e experiência da pessoa, fazendo perguntas sobre situações concretas de trabalho.
- Quando se cruzam referências, deve ser para ajudar numa decisão, não para confirmar uma decisão que já foi tomada.
O que gostei mais
Para além de dar exemplos concretos e de ter uma escrita muito leve e entretida, o sentido de humor do autor é muito bom, ou seja é um livro que pode ser lido até por alguém que não se interesse pelos temas abordados
Nota
9

No comments:
Post a Comment